História

A pesquisa e a sistematização das informações sobre a Igreja Católica, no Brasil, remonta ao ano de 1933, quando o Pe. João Batista Lehmann, da Congregação do Verbo Divino, escreveu a primeira Synopse da hierarchia ecclesiastica brasileira, inclusive Ordens e Congregações religiosas, sob o nome de O Brasil Católico. Mais tarde, em 1955, a Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB editou o primeiro Anuário dos Religiosos, seguindo-o de três outros, em 1957, 58 e 60.

É também do mesmo período a iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, relativamente às dioceses e ao clero secular, havendo sido publicado os anuários católicos de 1957 e 1960. Em 1962, a CNBB e a CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil, decidiram criar o CERIS, com a missão de ampliar não somente o escopo da pesquisa a toda a Igreja, consolidando numa só publicação os anuários Católico e dos Religiosos, mas também a distribuição do novo Anuário Católico do Brasil a todo o território nacional. Assim, desde a fundação, o CERIS realiza o Censo Anual da Igreja Católica do Brasil – CAICBr, por delegação exclusiva da CNBB e da CRB, como atividade permanente.

Os primeiros anos da vida de CERIS foram dedicados à coleta e ao tratamento de dados estatísticos da Igreja e a estudos de sociologia da religião. Mais tarde os estudos e pesquisas foram estendidos às áreas de economia e de sociologia geral. Em 1966, o CERIS publicou o 1º Anuário Católico do Brasil. Desde então, o CERIS tem ampliado seu escopo de atividades, sempre com a característica de independência do governo e compromisso humanitário, não tendo objetivos comerciais. O CERIS utiliza a estatística como ferramenta de tratamento de dados, em suas várias atividades de apoio a projetos sociais, de pesquisas religiosas e de avaliação. CERIS é uma instituição reconhecida como de utilidade pública federal, nos termos do decreto de 18 de setembro de 1967.

O CERIS celebrou 50 anos e o Anuário Católico do Brasil já passa da décima quarta edição em 2015, depois do inaugural, em 1965. A publicação, na forma atual, se constitui no principal instrumento de identificação, registro e estatística da Igreja Católica em nosso país e é muito utilizada, no Brasil e no exterior, inclusive externamente à Igreja.

Recentemente, o CERIS passou a enfrentar dificuldades para financiamento de tão relevante acompanhamento da dinâmica da Igreja, no Brasil. Não há dúvida de que a inexistência de uma publicação como Anuário Católico do Brasil dificultaria o trabalho da Igreja. Era preciso, então, tomar providências urgentes, no sentido de criar alternativas para seguir com a missão, identificando novos parceiros institucionais, que aportassem recursos, por meio de estratégias, que não comprometessem a ética da Igreja, nem a imagem do CERIS. Era oportuno, também, provocar uma remodelação do Anuário Católico do Brasil, como acontecera na última grande mudança, ocorrida entre as publicações de 1985 e 1989.

O primeiro passo – a busca de um apoio financeiro inicial – foi dado quando ainda era distribuído o Anuário Católico do Brasil 2000. Em função dessa antecedência, conseguiu-se obter recursos de parceiros internacionais do CERIS, para o ano 2002, o que possibilitou o estabelecimento de um plano de renovação total do processo de elaboração do CAICBr e de edição do Anuário Católico do Brasil.

Constatou-se o desenvolvimento de novos sistemas informatizados e adquiriram-se novos equipamentos. Contratou-se nova editoração gráfica e decidiu-se, após exaustiva pesquisa, celebrar contrato com parceiros profissionais para captação de publicidade, a fim de viabilizar as novas edições do Anuário Católico. Aliás, o Pe. João Lehmann já recorrera à publicação, em 1935, para financiar a edição de O Brasil Católico.

Em 2007, o CERIS assinou contrato com a Promocat Marketing Integrado, empresa especializada no segmento católico que trabalha no processo de reformulação e informatização do Censo Anual da Igreja Católica – Caic-BR e do Anuário Católico do Brasil, que finda em março de 2017.

Linha do tempo

1933: O início

O Padre João Batista Lehmann da Congregação do Verbo Divino escreveu a primeira Synopse da hierarchia ecclesiastica brasileira, inclusive Ordens e Congregações religiosas, sob o nome de O Brasil Católico;

1957, 1958 e 1960: A necessidade

CRB e CNBB publicam seus Anuários separadamente; 1962: A organização

CRB e a CNBB criam o CERIS (Centro de Estatísticas e Investigações Sociais) com o objetivo de ampliar a pesquisa a toda a Igreja, unir o Anuário Católico e o Anuário dos Religiosos em uma só publicação e estender a distribuição do novo Anuário Católico do Brasil a todo o território nacional;

1965: O lançamento

É lançada a primeira edição do Anuário Católico do Brasil produzida pelo CERIS em dois volumes que incluíam dados da Igreja de toda a América Latina. Em 1967 e 1968, esses volumes ganhariam dois suplementos de atualização das informações;

1971 e 1977: O aprendizado

Com o novo projeto as novas edições foram impressas em mais de 2.300 páginas, onde os dados passaram a ser representados em gráficos estatísticos. Mais tarde, seria constatado que o formato com muitas páginas dificultava a consulta aos dados;

1981 e 1985: O aumento dos dados pesquisados

Esta edição se destacou pela remodelação do formato com menor número de páginas para facilitar a consulta. Em 1985 com a modernização do sistema utilizado para a captação dos dados o anuário voltou a ter mais de 2.300 páginas, pois este novo sistema possibilitava a captação de novos dados até então não catalogados nas edições anteriores. Esta edição marca também o início da captação de publicidade para a manutenção da obra que tinha seus custos crescentes desde sua implantação;

1989, 1993 e 1997: A grande reforma

Com os erros e acertos do passado o CERIS lança uma nova versão do Anuário que perduraria até a sua última edição, em 2005. Nestes anos, buscou-se também reduzir a periodicidade da obra de cinco para três anos; meta que seria alcançada a partir de 1997;

2000, 2003 e 2005: A experiência

Com o formato ideal aprovado por todos os usuários a novidade dessas edições foi o online CD apresentado juntamente com o Anuário impresso, que trazia as mesmas informações, mas não permitia a manipulação dos dados. Na edição de 2005, houve a necessidade de um segundo volume para contemplar também os nomes dos religiosos e das religiosas do Brasil, além da inclusão das escolas católicas;

2008: A modernização

Com a contratação da Promocat Marketing de Serviços para a elaboração do Censo Anual da Igreja Católica no Brasil e produção do Anuário Católico a Igreja, todo segmento religioso e a sociedade passarão a contar com meios tecnológicos para consultar os dados, pois além do Anuário impresso seria lançado o GuiaCatólico.com, um portal de busca e relacionamento na internet para unir toda a Igreja Católica e as empresas e instituições vinculadas a ela.

2009: 12ª Edição

A Promocat Marketing de Serviços publica o Anuário Católico do Brasil 2009/2010.

2012: 13ª Edição

A Promocat Marketing de Serviços publica o Anuário Católico do Brasil 2011/2012.

2015: 14ª Edição

A Promocat Marketing de Serviços, junto com a THEOS informática publicam de forma impressa e online o Anuário Católico do Brasil 2014/2015.